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28/11/2013

Venezuela se destaca na esgrima com o primeiro campeão Olímpico sul-americano

Rubén Limardo encerrou em Londres 2012 jejum do país de 44 anos sem títulos Olímpicos

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Limardo derrota o norte-americano Seth Kelsey na semifinal da espada individual em Londres 2012 (Foto: Getty Images/Hannah Johnston)

Herói nacional. Foi assim que Rubén Limardo Gascón foi recebido na Venezuela após a conquista inédita da medalha de ouro na esgrima dos Jogos Olímpicos Londres 2012. Gascón venceu o norueguês Bartosz Piasecki por 15 a 10 na prova de espada, e como prêmio recebeu das mãos do então presidente do país, Hugo Chávez, uma réplica da espada de Simón Bolívar.

O ouro conquistado por Limardo foi apenas a 12ª medalha do país em Jogos Olímpicos, a primeira na esgrima e a segunda dourada. A outra foi conquistada na Cidade do México, em 1968, com o boxeador Francisco Rodriguez, que fez questão de participar da festa que coroou o esgrimista venezuelano. O resultado é uma clara amostra do crescimento do esporte na América do Sul.

“O esporte vem crescendo muito no nosso continente”, disse Renzo Agresta, atleta brasileiro que disputou as últimas três edições dos Jogos Olímpicos e morou na Itália para praticar o esporte com os esgrimistas mais talentosos do mundo. 

Entre todos os países sul-americanos, o ouro de Gascón foi apenas a segunda medalha na esgrima. A outra foi alcançada no longínquo ano de 1928, em Amsterdã, quando a equipe argentina do florete formada por Luis e Hector Lucchetti, Roberto Larraz e Raul Angannuzzi ficou com o bronze.

Itália, França e Hungria são os países que lideram o quadro histórico de medalhas do esporte em Jogos Olímpicos. Ano passado, em Londres, a Itália conquistou três ouros, duas pratas e dois bronzes. A competição contou com a participação de 204 atletas de 44 países. Seis levaram ao menos um título e 13 subiram no pódio, incluindo três países que nunca haviam subido no pódio Olímpico: Venezuela, Egito e Noruega.

Ainda em Londres, a primeira dama do esporte Olímpico italiano, Valentina Vezzali, conquistou a sexta medalha de ouro da carreira. Porta-bandeira na Cerimônia de Abertura, Vezzali soma agora nove láureas Olímpicas desde a sua estreia, nos Jogos de Atlanta 1996. Ela ainda deixou para trás a também esgrimista Giovanna Trillini, que subiu oito vezes no pódio.

Vezzali duela com a russa Inna Deriglazova na final do florete por equipes em Londres 2012 (Foto: Alex Livesey)

Entre os homens, Edoardo Mangiarotti é o maior medalhista Olímpico do país e do esporte em geral na história dos Jogos. Ele disputou cinco edições, entre Berlim 1936 e Roma 1960, e alcançou 13 pódios, sendo seis ouros, cinco pratas e dois bronzes. Edoardo está em quarto lugar entre os maiores medalhistas Olímpicos de todos os tempos na lista encabeçada pelo norte-americano Michael Phelps que, em Londres 2012, atingiu a incrível marca de 22 medalhas, 18 delas douradas.

Presente nos Jogos Olímpicos desde a sua primeira edição, em Atenas 1896, a esgrima começou a ser disputada no florete e no sabre, apenas por homens. A espada foi introduzida em 1900, mesmo ano da primeira participação sul-americana nos Jogos, honra que cabe ao argentino Francisco Camet, justamente na esgrima.

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