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26/08/2011

Paratriatlo, a nova atração dos Jogos Paraolímpicos

Esporte já é praticado em mais de 60 países e estreará no programa paraolímpico em 2016

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Paratriatlo estreia nos Jogos Paraolímpicos Rio 2016 (Foto: ©Getty Images/Ben Hoskins)

Sucesso desde que passou a fazer parte do programa olímpico, em Sydney 2000, o triatlo será uma das novidades do programa paraolímpico a partir do Rio 2016. Com algumas adaptações em relação ao esporte original, o paratriatlo foi escolhido pelo Comitê Executivo do IPC (Comitê Paraolímpico Internacional, na sigla em inglês), no último mês de dezembro, junto com a paracanoagem, em uma disputa que envolveu sete esportes candidatos.

Em menos de duas décadas, o paratriatlo organizou-se como esporte, ganhou adeptos vindos das três categorias que o compõem (ciclismo, natação e corrida de rua) e, hoje, já é praticado em mais de 60 países. Em 2016, será disputado no mesmo cenário do triatlo: a lendária Praia de Copacabana.

“Não poderia haver um cenário e um país melhor do que o Brasil para a estreia do paratriatlo. Copacabana é o local perfeito para a competição. Além disso, a modalidade teve um desenvolvimento grande no País e combina com o espírito jovem que esperamos do Rio 2016. O Comitê Executivo do IPC escolheu modalidades que têm grande apelo entre os jovens e que estão crescendo no mundo todo”, afirma o Presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro e membro do Comitê Executivo do IPC, Andrew Parsons.

Um esporte para todos

No paratriatlo, os atletas competem em distâncias menores que as olímpicas: são 750m de natação, 20 km de bicicleta e 5 km de corrida. Desde o fim da década de 1990, são disputados campeonatos mundiais em paralelo aos mundiais de triatlo, organizados pela ITU (Federação Internacional de Triatlo, na sigla em inglês). Em 2006, teve início a formatação do modelo que seria apresentado ao IPC para a inclusão nos Jogos Paraolímpicos.

“A ITU montou um Comitê, que compilou várias regras dos esportes e formatou o paratriatlo como ele é hoje. Tivemos um processo que passou por várias fases até chegar à vitória em dezembro de 2010. Para 2016, a expectativa é grande, é a melhor possível. Trabalharemos para ter um percurso seguro, justo, e certamente será uma competição bastante intensa, como já vemos nas provas de nível internacional hoje”, relata Roberto Menescal, superintendente da Confederação Brasileira de Triatlo e que foi membro do Comitê da ITU.

Atualmente, são seis as categorias, definidas pelas classificações funcionais de cada atleta. Na TRI 1, competem aqueles que utilizam a handcycle, ou bicicleta de mão. São os paraplégicos, tetraplégicos e bi-amputados. A TR2 é para atletas com comprometimento severo de pernas, incluindo amputados acima do joelho. Eles utilizam próteses para correr e pedalar. Na TRI 3, competem Les Autres (os outros, em francês): atletas com esclerose múltiplas, distrofia muscular, paralisia cerebral, bi-amputados de pernas ou paralisados de mais de um membro.

A TRI 4 é a categoria dos atletas com comprometimento dos braços – paralisia e amputados. Devem usar próteses, aparelho ou tipoia na bicicleta ou na corrida. Já na TRI 5, atletas com comprometimento moderado da perna, incluindo amputados abaixo do joelho, pedalam e correm com próteses. Por fim, a TRI 6 é a categoria dos atletas cegos ou de baixa visão: eles contam com atleta guia na corrida e têm de usar vendas, são avisados com tapper na natação e pedalam bicicletas tandem (com dois lugares), sempre com atletas do mesmo sexo.

Sonho realizado

A inclusão do paratriatlo nos Jogos é sonho antigo para muitos. Poucos, entretanto, têm a trajetória tão marcada pelo esporte e pela determinação em fazer dele uma modalidade paraolímpica quanto o brasileiro Rivaldo Martins. Triatleta antes de perder parte da perna esquerda em um acidente de carro, disputou três edições dos Jogos Paraolímpicos, no ciclismo e na natação.

Foi três vezes campeão do tradicional Ironman para atletas portadores de necessidades especiais. Venceu quatro campeonatos mundiais. Hoje, com 50 anos, dois anos após se aposentar, é o técnico da delegação brasileira que participará do Campeonato Mundial de Paratriatlo em Pequim, na China, em setembro próximo.

“Nós, que acompanhamos e praticamos o esporte há tanto tempo, percebemos claramente a evolução. O número de atletas que praticam o esporte aumenta em ritmo acelerado. Para Rio 2016, deveremos ter a necessidade de seletivas. Desde 1997, a Federação Internacional promove os campeonatos mundiais de paratriatlo juntos com o de triatlo. Ou seja, triatlo masculino, feminino, júnior e o paratriatlo, quatro competições, são disputadas no mesmo fim de semana, dois no sábado, dois no domingo. Os rankings nacionais e internacionais começam a ser desenvolvidos. Esta notícia da inclusão nos Jogos Paraolímpicos, que era algo muito aguardado, chega em um momento em que não estou mais competindo, mas com certeza estarei participando de alguma forma. Esse esporte é a minha vida e nunca deixará de ser”, comemora Rivaldo. Com o paratriatlo e paracanoagem, os Jogos Paraolímpicos passam a contar 22 esportes valendo medalhas.

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