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22/12/2011

PAIXÃO PELA BOLA OVAL: A volta do Rugby ao programa olímpico

Versão com times de 15 jogadores foi disputada no início do século XX. A partir do Rio 2016™, competição terá equipes de sete atletas

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Rugby volta aos Jogos Olímpicos no Rio 2016™ com times de sete (Foto: Foto: IRB/Martin Seras Lima)

Um dos esportes mais populares do mundo estará de volta ao programa dos Jogos Olímpicos a partir do Rio 2016™. O Rugby, paixão nos cinco continentes, cuja Copa do Mundo masculina é o terceiro maior evento esportivo do planeta, será disputado no Rio de Janeiro em sua versão de sete, ou seja, equipes compostas por sete atletas. Dinâmicas e cerebrais, com intenso contato físico, as disputas prometem emocionar o fãs, que já correm o mundo atrás da bola oval e certamente lotarão os estádios cariocas.

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No início do século XX, o esporte esteve presente em quatro edições dos Jogos, mas em sua versão de 15 jogadores por equipe. Em Paris 1900, a França sagrou-se a primeira campeã. Oito anos depois, em Londres, a Austrália levou o ouro, seguida pelos Estados Unidos na Antuérpia 1920 e em Paris 1924. O Barão Pierre de Coubertin, fundador do Movimento Olímpico da Era Moderna, era um praticante e entusiasta da modalidade.

Nas décadas que se seguiram, o Rugby passou por um processo de massificação. Hoje, é praticado em cerca de 120 países e arrasta multidões pelos estádios. A principal competição da versão de 15, a Copa do Mundo masculina, disputada a cada quatro anos, só perde em audiência para os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de futebol masculino. Na versão de sete, a Copa do Mundo a cada ciclo de quatro anos se une a World Series, realizada anualmente em etapas nos cinco continentes.

“Estivemos observando uma das etapas da World Series, na Nova Zelândia, um dos lugares onde o Rugby tem mais popularidade no mundo. O evento é um carnaval. Dentro do estádio, é uma festa de dois dias. Os jogos são muito dinâmicos, são dois tempos de sete minutos. Fomos lá justamente para interagir com a Federação Internacional (International Rugby Board) e ver qual é o modelo de evento que eles realizam. Voltamos com o conhecimento para o Rio e estamos fazendo as análises em relação ao nosso modelo. É uma decisão do Comitê Organizador em conjunto com a Federação Internacional, atendendo também às demandas do COI”, conta Rodrigo Garcia, gerente de Política e Operações Esportivas do Comitê Organizador Rio 2016™.

Um dos dois esportes que mais crescem no Brasil

O Rugby foi oficialmente incluído no programa olímpico em 2009, mesmo ano em que a Copa do Mundo da versão de sete foi disputada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No masculino, País de Gales derrotou a Argentina na final para sagrar-se campeão pela primeira vez. Fiji já tem dois títulos. Inglaterra e Nova Zelândia têm um cada. No feminino, a Austrália superou a vizinha Nova Zelândia na decisão da primeira Copa do Mundo para as mulheres.

Tradicionais em todas as versões, tanto no masculino, quanto no feminino, os países da Oceania são, desde já, alguns dos favoritos à disputa no Rio 2016™. Serão cinco anos de dura caminhada até a estreia de fato nos Jogos, incluindo a Copa do Mundo da Russia em 2013. Mas o sonho e a ilusão do pódio olímpico já dominam corações e mentes.

“O Rugby ‘sevens’ (de sete) nunca foi esporte olímpico, então existe uma adaptação da Federação Internacional para o modelo dos Jogos, que vem acontecendo. O Rugby vai caber muito bem no programa, mas sofrerá algumas alterações, inclusive em termos de calendário esportivo. As competições olímpicas englobam masculino e feminino, por exemplo, ao contrário da World Series, que é só masculina. Com esses ajustes, será, certamente, um dos grandes sucessos no Rio 2016. Segundo especialistas, o Rugby é o segundo esporte que mais cresce no Brasil, só atrás do MMA (artes marciais mistas). Tem tudo para crescer ainda mais”, conclui Rodrigo Garcia.

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