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26/11/2013

Florete, sabre ou espada? Características específicas das armas ditam as regras da esgrima

Agilidade, força e precisão são algumas das habilidades requeridas para cada uma das três armas do esporte

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Três armas compõem um dos esportes de combate mais tradicionais do programa Olímpico (Foto: Getty Images/Dean Mouhtaropoulos)

Algumas regras esportivas são fundamentadas no objetivo do jogo, nas habilidades dos atletas ou mesmo no ambiente de competição. No caso da esgrima, as características das provas seguem os movimentos das três diferentes armas - espada, florete e sabre. Cada atleta deve escolher aquela que melhor corresponde às suas habilidades. Para competidores rápidos e com reflexos apurados, o sabre pode ser a arma ideal. Para aqueles que buscam precisão e leveza, o florete será a melhor opção. Já quem conta com a força e amplitude de movimentos como pontos fortes, a espada é a escolhida.

De fato, cada uma das armas da esgrima conta com características tão específicas que podem mudar totalmente a estratégia do competidor. Muitas vezes, cabe ao treinador indicar a arma que ofereça maior vantagem para o atleta já no início da carreira. Enquanto o sabre é a mais flexível das armas, o florete é a mais leve. A espada, apesar de mais pesada e rígida, permite maior alcance.

O florete é a mais popular, comumente utilizada por aqueles que começam a aprender a arte das armas brancas do esporte. Com uma lâmina flexível e leve, proporciona mais leveza ao toque. Durante os duelos, a pontuação é válida quando há um toque com a ponta da arma no tronco do adversário.

Foi a escolha de Fernando Scavasin, líder do ranking brasileiro no florete. “Comecei esgrima com 13 anos de idade com o treinador Guillermo Betancourt, que foi um floretista medalha de prata em Barcelona 1992. Gosto das três armas, mas acabei ficando no florete porque foi a estrutura que eu tinha à minha disposição. Já joguei competições por outras armas também, mas nunca tive pretensão de mudar”, contou.

Já o sabre possui a lâmina mais flexível das três armas, por isso exige rapidez e reflexos impecáveis. O toque no adversário pode ser feito com a ponta ou com o corte, característica fortemente inspirada nas armas utilizadas pelos combatentes da cavalaria durante as guerras.

Renzo Agresta, um dos principais esgrimistas brasileiros, apostou nos rápidos duelos com o sabre desde o início. “Acredito que foi a escolha certa, pois encontrei características da arma que acredito que sejam compatíveis comigo, como instinto e velocidade”, afirmou.

Já a espada é uma arma mais rígida e pesada, ideal para competidores mais altos, fortes e com maior alcance. É a arma que melhor representa os duelos que originaram a esgrima esportiva séculos atrás. Os toques podem atingir todo o corpo do adversário, porém somente golpes com a ponta da espada são válidos.

Do alto dos seus 1,78m de altura, Rayssa Costa começou a sua carreira no esporte direto na prática da espada: "A espada geralmente é uma arma praticada por pessoas mais altas, por isso tive facilidade para me adaptar. Todo o corpo do adversário é área válida para o toque, portanto a amplitude das ações do esgrimista é bem maior se comparado ao florete e ao sabre. Os toques de espada devem ser mais precisos, como por exemplo toques à mão ou ao pé do adversário", conta.


 

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