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27/11/2013

Estreia de ouro do Brasil na esgrima em cadeira de rodas inspira atletas

Pioneiro, gaúcho Jovane Guissone colocou o país no mapa do esporte mundial ao vencer uma final emocionante

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Jovane contabiliza mais um ponto na vitória sobre o francês Alim Latreche pelas semifinais dos Jogos Paralímpicos Londres 2012 (Foto: CPB/Luciana Vermell)

Pouco difundida em toda a América do Sul, a esgrima em cadeira de rodas brasileira deu o ar da sua graça nos Jogos Paralímpicos Londres 2012. O gaúcho Jovane Guissone se tornou o primeiro brasileiro a disputar a competição no esporte e melhor: em uma disputa emocionante, encerrada com o placar de 15 a 14, venceu Chik Sum Tam, de Hong Kong, na espada B e conquistou a inédita medalha de ouro. O sucesso na capital inglesa mudou de vez a rotina do atleta de 30 anos e, por que não dizer, de todos os atletas brasileiros da esgrima em cadeira de rodas. Dois meses após a a conquista, foi realizado o Campeonato Brasileiro do esporte e, além de um aumento significativo no número de participantes, Jovane aponta outra grande mudança: a autoconfiança dos atletas.

“Dava para ver nos olhos de todos essa confiança. O pessoal se espelha no meu trabalho e viu que basta acreditar e treinar bastante para alcançar o seu objetivo”, contou o atleta ao site rio2016.com.

Jovane conheceu o esporte Paralímpico em 2007 e, depois de um ano praticando o basquetebol em cadeira de rodas, iniciou-se na prática da esgrima, por influência de um amigo. Em 2009, fez parte da primeira seleção brasileira permanente do esporte e é o único atleta masculino na equipe desde seu início – entre as mulheres, Suelen Rodolpho também faz parte da equipe desde a fundação.

Jovane participa do II Estágio de Treinamento de Esgrima em Cadeira de Rodas, na França (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)

Ainda em 2009, Jovane venceu o primeiro dos seus cinco Campeonatos Brasileiros na espada. O gaúcho mantém uma incrível invencibilidade em competições disputadas no país. Na última segunda-feira, dia 25, ele retornou da França, onde participou de um estágio de treinamento para aprimorar o seu jogo, que contou ainda com a participação do coordenador da modalidade Valber Nazareth e diversos técnicos brasileiros como Ivan Schwantes,Cesar Leiria, Marcos Cardoso, o Marquinhos, e Kleber Castro.

“Tenho muito a aprender ainda no esporte. A França é o berço da esgrima mundial com vários atletas de altíssimo nível e eu ainda tive a oportunidade de treinar com Jean Delaplacque, que acompanha minha carreira desde o início e é um dos maiores incentivadores do meu trabalho. Eles gravam todos os movimentos nos treinos e à noite passam um vídeo explicando onde você pode melhorar, fazendo correções. Foi uma semana muito boa de treinos”, disse.

Jovane também tenta aprimorar a sua técnica com atletas Olímpicos. Segundo ele, tanto os atletas Paralímpicos quanto os Olímpicos saem ganhando quando realizam treinos juntos.

“Eles fazem com que eu trabalhe muito o deslocamento do tronco e eu faço com que eles aperfeiçoem o trabalho de mão. Os dois se ajudam, os dois aprendem e ganham com esse tipo de treinamento”, contou o gaúcho.

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