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29/11/2013

Esgrimistas brasileiros apostam nos Jogos Rio 2016 para popularizar esporte no país

Mesmo sem tradição no esporte, atletas brasileiros buscam o melhor resultado na história dos Jogos no Rio de Janeiro

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Agresta explode de emoção ao conquistar a sua terceira medalha em Jogos Pan-americanos (Foto: Getty Images/LatinContent)

Presente nos Jogos Olímpicos desde a sua fundação, em 1896, a esgrima pede passagem na terra do samba. Ainda com pouca tradição no esporte e sem conquistar uma láurea Olímpica sequer, o Brasil busca o melhor resultado na história. Para os principais atletas brasileiros da modalidade, os Jogos Rio 2016 são a grande oportunidade de popularizar o esporte no país do futebol.

“Quero subir no pódio em 2016 jogando no meu país e demonstrar a força deste esporte. Espero que a esgrima possa crescer no Brasil, que a prática seja algo comum e que, acima de tudo, possa ser realizada com eficiência e com qualidade”, afirmou Rayssa Costa, de 22 anos, que desde os 17 anos faz parte da seleção brasileira adulta de esgrima.

Para Renzo Agresta, que já participou de três edições dos Jogos Olímpicos, o mundo ideal para os atletas brasileiros, outrora um sonho, já é praticamente uma realidade.

“A estrutura do esporte nacional cresceu muito. Preparadores físicos, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas de altíssimo nível e que trabalham com o esporte no país não faltam”, afirma o atleta, de 28 anos, que já foi top 20 do ranking mundial no sabre e atualmente ocupa a 26ª posição.

Scavasin em ação na conquista da medalha de bronze por equipes no Pan de Guadalajara 2011 (Foto: Getty Images/Buda Mendes)

Renzo morou por mais de cinco anos na Itália para se aperfeiçoar na modalidade, mas já está de volta ao país. Ele treina no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, com o técnico bielorrusso Alkhas Lakerbai. Outros atletas brasileiros de ponta também treinam no país. É o caso do líder do ranking nacional no florete, o também paulista Fernando Scavasin.

“Sempre tive técnicos de alto nível treinando aqui no Brasil. Comecei a praticar a esgrima em março de 1997, aos 13 anos, com o técnico cubano Guillermo Betancourt, que foi um floretista medalha de prata nos Jogos de Barcelona 1992. De 2001 a julho deste ano, treinei com o russo Gennady Miakotnykhe, desde agosto, voltei a treinar com o Bettancourt. O Pinheiros tem uma equipe fantástica e continuo defendendo suas cores”, afirmou o atleta, de 29 anos.

Já Rayssa Costa, que conquistou logo cedo resultados expressivos, sentia que seu jogo não evoluía e resolveu mudar de ares. “Com o objetivo de conseguir melhores resultados, aos 20 anos, resolvi me mudar para a Itália, país tradicional no esporte, com diversos títulos Olímpicos. Tenho planos de continuar a treinar aqui na Itália, me classificar para os Jogos Rio 2016 e subir no pódio”, contou a jovem, que atualmente divide seu tempo entre a prática do esporte  e o curso de ciências políticas na Universidade Sapienza, em Roma.

O Brasil estreou no esporte em Berlim 1936 com a participação de seis atletas: Henrique de Aguiar Vallim, Ênio Carvalho de Oliveira (espada e sabre), Ferdinando Ludovico Alessandri (florete e sabre), Moacyr Dunham (florete e espada), além de Ricardo Vagnotti e da baronesa Hilda Von Puttkammer (florete). No mesmo ano, foi introduzida a espada elétrica. O florete elétrico estreou em 1956, e o sabre em 1988. Até então os toques eram contabilizados por juízes situados à beira do campo de jogo.

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