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02/04/2014

Capitão da seleção de polo aquático dos EUA, Tony Azevedo usa decepção em Londres como motivação para os Jogos Rio 2016

Nascido no Brasil, atleta sonha com o ouro e acredita que os Jogos do Rio serão "lembrados eternamente"

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Capitão América: Tony Azevedo orienta a seleção norte-americana nos Jogos de Pequim (Foto: Getty Images/Adam Pretty)

Tony Azevedo é um herói nos Estados Unidos – capitão da seleção de polo aquático, ele representou o país quatro vezes nos Jogos Olímpicos. E é também um cidadão do mundo – já defendeu times na Itália, na Croácia, em Montenegro e no Brasil, além de falar seis idiomas. Mas, em seu coração, Tony é carioca.

“Eu nasci no Rio e já visitei a cidade diversas vezes. É um lugar mágico”, diz o atleta, em entrevista ao site rio2016.com. “Eu amo como tudo é tão colorido e vivo e como as pessoas são amigáveis e receptivas. Eu espero e acredito que os Jogos do Rio serão lembrados eternamente”.

O pai de Tony, Ricardo, é um típico carioca. Ele conheceu Libby, a mãe norte-americana de Tony, enquanto estudava em Long Beach, na Califórnia. Tony tinha apenas um mês de idade quando a família se mudou para os Estados Unidos e, aos oito anos, começou a seguir os passos do pai, ex-jogador da seleção brasileira de polo aquático, nas piscinas.

Tony conquistou, desde 1999, quatro medalhas de ouro consecutivas nos Jogos Pan-Americanos. Mas o momento mais feliz foi a conquista da prata nos Jogos Pequim 2008, quando a surpreendente seleção norte-americana derrotou a favorita Sérvia na semifinal, antes de perder por 14-10 para a Hungria na decisão. Após este feito, o oitavo lugar nos Jogos de Londres foi uma desilusão, mas Tony, agora com 32 anos, usa o sofrimento como motivação para o Rio 2016.

“Nosso time foi perfeito em Pequim e surpreendeu a todos derrotando a fortíssima Sérvia. A maior parte dos jogadores seguiu na seleção para os Jogos de Londres e chegamos como favoritos. Nós vencemos os três primeiros jogos, mas perdemos os quatro seguintes. Foi uma grande decepção”, afirma o atleta, que já pensa na edição brasileira dos Jogos.

Carioca de coração, Tony Azevedo aproveita o dia na praia da "Cidade Maravilhosa" (foto: arquivo perssoal)

 

“Comecei a pensar nos Jogos do Rio quando perdemos para a Croácia nas quartas de final em Londres. O momento em que uma edição Olímpica termina é o ponto de preparação mais importante de um atleta para os próximos Jogos. Mesmo que pareça que ainda há muito tempo pela frente, este é o momento em que você deve assumir o compromisso de treinar forte e melhor. Quatro anos podem passar em um piscar de olhos. Os Jogos do Rio serão minha quinta e, provavelmente, última participação. Quero me despedir ganhando a medalha de ouro com a seleção dos Estados Unidos”.

O espírito competitivo vem de família. Após encerrar a carreira de atleta, seu pai, Ricardo, foi técnico das seleções de polo aquático dos Estados Unidos e da China. Do lado brasileiro da família, um tio foi jogador de basquete, uma tia foi nadadora Olímpica e um avô foi lutador de jiu jitsu. Sua irmã também jogou polo aquático profissionalmente na Itália e é provável que seu filho, Cruz, nascido em maio, também carregue o esporte nos genes.

Outra fonte de motivação vem de um grave acidente que Tony sofreu aos quatro anos de idade. Ao cair enquanto brincava, ele cortou o pescoço, rasgando a traqueia. Ele foi levado de helicóptero ao hospital, seu coração parou por alguns minutos e chegou a ser declarado morto. Depois da recuperação, os médicos disseram a seus pais que Tony não seria capaz de praticar esportes ou de ter um estilo de vida ativo.

“Imediatamente mostrei que eles estavam errados”, diz Tony.

Grande parte da família Azevedo vive no Rio e as visitas agora se tornaram mais constantes, já que, desde setembro, Tony joga pelo SESI, de São Paulo (SP). Ele está ajudando a popularizar o polo aquático, participando de palestras nas diversas filiais do clube pelo país.

“É um programa fantástico, que dá oportunidades no esporte a crianças de baixa renda. Meu sonho é que o polo aquático seja mais popular e é fundamental que ele cresça no Brasil para que isso aconteça”, finaliza.

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