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11/07/2014

Campeã Olímpica Laura Trott aposta no crescimento do ciclismo no Brasil após Jogos Rio 2016

Estrela britânica explica como o sucesso dos Jogos estimula os praticantes e afirma que atletas brasileiros terão vantagem por competir em casa

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Laura Trott foi um dos destaques da Grã-Bretanha nos Jogos Londres 2012, conquistando dois ouros (Foto: Getty Images/Phil Walter)

A Copa do Mundo da FIFA - que mobilizou torcedores do mundo inteiro - chega ao fim, abrindo espaço para o Brasil se apaixonar por outros esportes, além do futebol. E os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 são uma ótima oportunidade para que isso aconteça. De acordo com Laura Trott, campeã Olímpica de ciclismo de pista da Grã-Bretanha, nada como um pouco de sucesso para que o país entre de cabeça em um novo esporte.

“O sucesso da Grã-Bretanha no ciclismo Olímpico certamente ajudou na melhoria das condições para a prática do esporte nas ruas. Temos mais ciclovias e mais segurança para os ciclistas nas cidades", explica Laura em entrevista ao site rio2016.com.

"Hoje vemos muitas pessoas nas ruas, em uma quantidade que nunca tivemos antes, e muitas nas pistas também”, completa.

A equipe britânica de ciclismo de pista ganhou sete das dez medalhas dos Jogos Londres 2012, igualando a marca de Pequim, quatro anos antes. Em Atenas 2004, foram dois ouros e o melhor resultado do país desde 1908. Os resultados inspiraram o crescimento do ciclismo, que passou de um esporte pouco popular a contabilizar 75.000 associados à federação nacional. Cerca de dois milhões de pessoas pedalam semanalmente no Reino Unido, sendo que metade dos praticantes aderiram ao esporte a partir de 2009.

Laura, que ganhou o ouro em Londres nas provas de Perseguição por Equipes e Omnium, treina no Centro Nacional de Ciclismo, em Manchester, que foi inaugurado em 1994 e conta com o velódromo que foi usado nos Jogos da Commonwealth de 2002. No Rio, a construção do velódromo, que ficará no Parque Olímpico da Barra e fará parte do Centro Olímpico de Treinamento após os Jogos, já começou. A britânica acredita que este legado pode inspirar um crescimento similar de praticantes no Brasil, apesar de lembrar que as pessoas não precisam esperar que a instalação esteja pronta para começar a pedalar.

“Certamente a construção de novas estruturas aumenta bastante a participação, tornando o esporte mais acessível para as pessoas. Mas, em geral, é tão simples e barato sair na rua de bicicleta e aproveitar o ambiente e o ar fresco. É muito sociável também, algo que você pode fazer com amigos ou parentes”, afirma Laura.

Com apenas 22 anos, a atleta quer defender seus títulos nos Jogos Rio 2016.

“Acho que será um grande espetáculo”, diz a britânica, que acredita que os atletas brasileiros sairão na frente.

“Competir em casa nos Jogos Olímpicos foi inacreditável, muito melhor do que eu esperava. Tentei não ficar com o pensamento fixo, deixei as situações acontecerem. Mas ter o apoio da torcida foi fantástico. Sempre que eu ia para a pista o barulho era incrível. Me ajudou muito a ganhar as medalhas. Os brasileiros vão se sentir da mesma forma”, comenta.

Os primeiros dias de vida de Laura foram complicados, já que um colapso pulmonar acabou levando ao desenvolvimento de asma. No entanto, a orientação médica de que ela tivesse uma vida ativa a acabou levando para o esporte.

“Primeiro foi a natação, porque era boa para a minha respiração. E daí veio o ciclismo. Se eu não tivesse começado a nadar provavelmente não teria chegado até aqui. Nunca pensei que seria uma ciclista profissional. Eu só pedalava pelo prazer, mas quando você começa a vencer as corridas, você começa pensar quão longe você pode chegar”, diz.

Laura e seu namorado Jason Kenny, que tem três ouros e uma prata dos Jogos de Pequim 2008 e Londres 2012 (Photo: Getty Images/Bryn Lennon)

 

A popularidade de Laura ficou clara quando fotos dela e de seu namorado, o tricampeão Olímpico de ciclismo de pista Jason Kenny, foram publicadas na imprensa enquanto eles assistiam à uma partida de voleibol nos Jogos de Londres. David Beckham e o príncipe Harry também foram fotografados, mas o foco principal era no “casal dourado do ciclismo”.

“É bom que os esportes Olímpicos e os atletas sejam reconhecidos, mas ter minha vida privada invadida foi complicado. No começo foi terrível, pois não esperávamos estar no centro das atenções. As pessoas queriam saber sobre a nossa vida pessoal. Queríamos apenas ficar em casa, mas a imprensa estava em frente à casa dos meus pais. Foi louco”, relembra Laura.

“Mas foi ótimo como todo o país entrou na febre dos Jogos Olímpicos. Não é possível dimensionar isso até o momento em que você deixa a Vila Olímpica e todos querem tirar fotos com você. Na Vila, não temos contato com o mundo externo. É como se estivéssemos no Big Brother”, finaliza.

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