A candidatura aos Jogos de 2016 já levou à adoção, pelo Rio, da legislação federal sobre acessibilidade, considerada uma das mais completas do mundo, classificada como sendo de referência pela Organização das Nações Unidas, no que se refere a casos de mobilidade reduzida ou necessidades especiais.
Os três níveis de governo – federal, estadual e municipal – garantiram que a acessibilidade será completamente integrada no planejamento e construção da infraestrutura e das instalações e conforme às normas nacionais e internacionais.
Todos os sistemas de transporte público na cidade do Rio de Janeiro terão total acessibilidade até 2016 e os padrões de acessibilidade do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), serão aplicados em todos os novos hotéis construídos na cidade, com o objetivo final de atingir pelo menos 1% de todos os quartos disponíveis no Rio de Janeiro.
Além do legado físico, a conscientização da população para a questão da acessibilidade será um dos grandes benefícios da realização dos Jogos Paralímpicos.
O Comitê Organizador, em conjunto com os governos, foi cuidadoso em garantir que quantidades adequadas de quartos em hotéis, bed and breakfast e apartamentos de aluguel por temporada estejam disponíveis durante os Jogos, para atender a demanda do mercado externo.
Em 2009, à época da candidatura do Rio aos Jogos, a capacidade de hotéis de duas a cinco estrelas no Rio de Janeiro era de 20.000 quartos. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) indicavam que essa capacidade vinha aumentando de forma consistente nos cinco anos anteriores, a uma média de 1.000 quartos por ano. Com base nesses dados, a previsão apresentada no projeto de candidatura era a de que a ABIH estava confiante de que a capacidade do Rio seria superior a 27.000 quartos de hotéis em 2016.
Com o pacote de incentivos oferecido pela Prefeitura à construção de novos hotéis e o natural interesse de grupos de hotelaria em construir no Rio após a cidade ganhar o direito de organizar os Jogos, estudos da Prefeitura mostram que essa previsão será superada em mais de cinco mil quartos. Mas os números da candidatura, apresentados com base numa taxa de crescimento registrada antes de Rio de Janeiro se tornar uma cidade olímpica, já foram considerados suficientes pelo COI.