Na noite do dia 27 de julho de 2012, o fog no céu londrino deu espaço a uma explosão de cores num show pirotécnico. Lá embaixo, era realizado um dos mais belos espetáculos da terra. Num gramado repleto de heróis, sob o som dos grandes nomes do rock inglês, eram acesas 260 pétalas de cobre que, inicialmente abertas, se fecharam em flor, revelando ao final uma pira gigantesca. Assim começaram os Jogos Olímpicos de Londres, num estádio com pouco mais de 80 mil assentos, mas que recebeu cerca de 4,5 bilhões de pessoas! Não, eu não me equivoquei nos números. A discrepância na relação público/assentos é resultado da audiência de cada televisor por todo o mundo ligado na cerimônia de abertura dos Jogos

Esta é a magia da televisão que surgiu para os movimentos Olímpicos e Paralímpicos, como uma notável fada madrinha. No clique do controle remoto, bilhões de pessoas em milhões de locais pelo mundo ingressam no estádio, e como num toque de mágica, vivem as mesmas emoções em seu próprio lar. Uma dádiva para o mercado publicitário que, através dos grandes patrocinadores, se aproximou do esporte e, como numa arrancada dos 100 metros rasos, em poucos anos, premiou o Movimento Olímpico com uma enorme notoriedade mundial. O Comitê Olímpico internacional (COI) então aproveitou a relevância deste meio de comunicação para ajudar no desenvolvimento do esporte, e consequentemente, dos Jogos.

E assim nasceu a Olympic Broadcasting Services (OBS) que é responsável pela cobertura e transmissão de TV e rádio dos Jogos Olímpicos, repassando o sinal de transmissão a emissoras do mundo todo que adquirem junto ao mesmo COI, o direito de retransmiti-lo. Chamadas de broadcasters, as emissoras são clientes importantes para Jogos e acompanham diretamente cada passo da organização do evento.

E, no Rio de Janeiro, não esta sendo diferente. Neste ano e no próximo, a OBS promove um encontro de todas estas emissoras na cidade para informar e alinhar vários temas referentes aos serviços e facilidades de TV e rádio nos Jogos. Ao final do mês passado, ocorreu o primeiro encontro, o World Broadcast Meeting (WBM), que se repetirá na mesma época ano que vem. Este WBM recebeu mais de 50 emissoras e cerca de 250 broadcasters, entre produtores, diretores e presidentes. Um momento essencial para o planejamento do que eles pretendem para os Jogos em 2016 diante do atual cenário de organização do Comitê Rio 2016.

Considerado um sucesso entre as emissoras e a própria OBS, o WBM deste ano já deu sinais de que os Jogos no Rio estão no caminho certo com o seu planejamento. E tudo indica que o mundo irá assistir, através da magia da TV e do encantamento da Cidade Maravilhosa, um dos melhores e, com certeza, os mais belos Jogos da história do movimento Olímpico e Paralímpico.