No mês passado, demos mais um passo rumo a Jogos mais sustentáveis. Apresentamos a primeira versão do nosso Relatório de Carbono, onde estimamos a “pegada” de carbono equivalente (CO2eq) que será emitida em decorrência do nosso evento. Mas por que estamos tão preocupados com isso?

Essa é uma questão muito importante, pois estamos falando das mudanças climáticas que afetam o dia a dia de cada habitante desse nosso planeta.  Neste jogo, cada passo conta – e muito - para revertermos uma situação que já está crítica e garantir um futuro para todos nós. Aqui no Comitê, não só queremos fazer a nossa parte, como trabalhamos para trazer outros no nosso rastro, envolvendo parceiros, fornecedores e toda a população. Assim como no esporte, este tem de ser um trabalho de equipe.

Adotamos, então, o que chamamos de “princípio do iceberg”: temos que ir além do que é visível. Mais do que pensar nas consequências, precisamos antes, entender e atuar nas causas. De onde essas emissões estão vindo? O que podemos fazer para evitá-las? E o mais importante: como fazer para que este efeito seja duradouro?

Traçando uma estratégia bastante simples, fundamentamos a nossa atuação em três pilares: conhecer; reduzir; compensar. Para o primeiro, definimos que precisaríamos estimar qual seria nossa pegada para os Jogos Rio 2016, sem considerar qualquer esforço de redução. Chegamos a um total de 3,6 milhões de toneladas de carbono equivalente. Para vocês terem uma ideia, isso equivale às emissões de 32 milhões de celulares em uso durante o ano!

Essa estimativa foi calculada por duas empresas independentes, que fizeram um estudo bastante aprofundado - olhamos para operações, para construção das instalações, para a infraestrutura da cidade e também para as emissões dos espectadores, que vão viajar para a cidade, se hospedar, se alimentar e comparecer às competições.

Fizemos questão de ir a fundo. Por exemplo, na hora de calcular o bife que o atleta vai comer no restaurante da Vila Olímpica, analisamos todo o seu ciclo de vida, passando pelo tipo de prática agrícola realizada no pasto, o transporte dessa carne, o tipo de processamento e produção, as embalagens, até chegar ao destino final.

Já para o segundo pilar, reduzir, sabemos que o melhor aliado é o bom planejamento. Queremos ter a certeza de que não estamos fazendo nada desnecessário e evitando quaisquer desperdícios. Estudamos todas as operações considerando um cenário alterativo, onde analisamos tudo o que ali poderia ser substituído ou otimizado. Isso não significa complicar uma tarefa que já é difícil. Pelo contrário! As soluções mais simples podem ser as melhores neste caso. Por exemplo, nos nossos produtos licenciados, percebemos que uma simples substituição nos tecidos já nos proporcionaria uma boa redução dessa pegada e a um custo menor. Por isso, o quesito “sustentabilidade” é parte fundamental de todos os requerimento de compras do Comitê.

Para a terceira missão, compensar, contamos também com o engajamento dos nossos parceiros. Temos uma parceria com a DOW para compensação tecnológica – isto é, vamos criar oportunidades para que novas tecnologias de baixo carbono sejam adotadas em diversos setores da economia brasileira, aprimorando diversos processos e, assim, evitando novas emissões. A nossa meta não é pequena: serão até 2016 e cerca de 2 milhões de toneladas de carbono equivalente.

Por outro lado, existe ainda um esforço de compensação por parte do governo do estado, que conta com programas de restauração do bioma da Mata Atlântica. A meta deles é compensar 1,6 toneladas de CO2 e a boa notícia é que metade disso já foi feito!

Em breve, vamos lançar um novo site de sustentabilidade, onde você vai poder entender mais sobre esse tema. Com parceiros, fornecedores e a população jogando no mesmo time, temos a certeza de que conquistaremos mais esse título: o de Jogos de baixo carbono!